Falsa médica é presa por aplicar silicone industrial

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Foto Ilustrativa

O STF manteve a prisão preventiva de uma mulher que exercia a profissão ilegal da medicina. A acusada realizou aplicações de silicone industrial em várias pessoas no Rio Janeiro. E num desses procedimentos com finalidade estética, a cliente morreu.

O Ministério Público do Rio de Janeiro a denunciou pelos crimes de homicídio e exercício ilegal da medicina.  Após complicações geradas pela aplicação de silicone nas nádegas da cliente, a falsa médica prescreveu medicamentos, mas a vítima acabou morrendo.

A prisão preventiva foi decretada em julho de 2018. Na decisão, o magistrado apontou que a aplicação do silicone foi realizada na residência da vítima. Local este inapropriado pois não reunia as condições mínimas necessárias para uma intervenção médica.

Em análise do pedido de soltura, o ministro Sebastião Reis Júnior, acompanhando da manifestação do MPF, entendeu que o decreto prisional apresentou indícios suficientes de autoria e de materialidade dos crimes imputados à ré. “Considerando-se a circunstância de se tratar de crime cometido de forma reiterada pela paciente, que tinha a agenda cheia, tendo como resultado a morte de uma mulher, caso em que a paciente não buscou o necessário socorro médico mesmo quando o procedimento feito apresentou complicações, mostra-se inviável a revogação da medida constritiva ou mesmo a concessão da prisão domiciliar com amparo no artigo 318, V, do Código de Processo Penal”, concluiu o ministro ao negar o pedido de habeas corpus.