Coronavírus: aldeias indígenas de Dourados recebem atendimento especial no combate à pandemia

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Foto ilustrativa- DSEI/MS

Mato Grosso do Sul possui a segunda maior população indígena do Brasil. Diante do avanço da pandemia, este grupo precisa de atenção especial e ações estratégicas para evitar a propagação do vírus. Diante desta realidade, o Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Estado de Saúde, começará a partir desta quarta-feira (06.05) uma operação sanitária nas aldeias de Dourados.

A ação, anunciada pelo Secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, tem como finalidade concentrar as informações, monitorar a possível entrada do vírus nas aldeias em curtíssimo tempo, capacitar profissionais da saúde indígena, entre outras medidas.

“Atualmente não há casos de coronavírus em indígenas nas aldeias de Mato Grosso do Sul. Vamos fazer uma ação específica para eles. Os indígenas que estão retornando das colheitas na região Sul vão ser avaliados nas barreiras sanitárias e isso merece uma atenção especial”., reforça o secretário Geraldo Resende.

A Secretaria de Estado de Saúde, em parceria com o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEIs) e com o apoio da Prefeitura de Dourados, desenvolveu uma estratégia dividida em duas etapas. A primeira é a chamada pré-caso, que é o monitoramento da entrada do covid-19 nas aldeias, iniciando em Dourados, especificamente, nas aldeias Bororó 1 e 2 e na Jaguapiru 1 e 2.

A partir disso, serão coletadas dez amostras de swab em pacientes indígenas que apresentarem sintomas síndrome gripal para ser realizado exame RT-PCR de painel viral para onze vírus respiratórios, para detectar qual vírus está circulando na aldeia. As coletas serão nos postos de saúde das aldeias e enviadas ao Lacen/MS. “Com essa estratégia vamos obter um controle rápido e eficaz já com essa primeira etapa”, explica Resende.

A segunda etapa acontece quando o primeiro paciente indígena der positivo na aldeia. “A partir disso começará a ser feita a testagem em massa na população indígena através de testes rápidos e também RT-PCR para isolamento domiciliar”, reforça o titular da pasta.

Para a Chefe da Divisão de Atenção à Saúde Indígena, Eliete Domingues Magione, essa soma de esforços resultará no maior alcance à população indígena local. “Aumentará o nível de resposta e de cuidado e, caso haja uma confirmação, uma mobilização de contenção ainda mais rápida. É um benefício para a nossa comunidade que é numerosa e muito próxima da cidade”.

Capacitação

Profissionais de saúde indígena são capacitados pela equipe do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul para atendimento da pandemia. No curso, eles receberão informações relevantes para execução da ação nas aldeias, como o breve histórico sobre o covid-19, transmissibilidade e meios de prevenção (higienização das mãos na técnica correta e o uso adequado do EPI de acordo com o procedimento realizado).