CRMV-MS além de apoiar ações de resgate atua diretamente na captura das onças pintadas na Serra do Amolar

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Foto: CRMV-MS

 Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso do Sul (CRMV/MS) participou das ações voltadas ao assistencialismo e resgate técnico de animais vitimados em toda região pantaneira, onde buscou garantir o bem-estar animal e que as ações exclusivas de médicos veterinários não fossem executadas por leigos.

A conselheira do CRMV-MS, Dra. Paula Helena Santa Rita, coordenadora da Campanha SOS Animais Silvestres, participou ativamente enquanto médica veterinária para resgatar na última terça-feira (03/11) as onças feridas, uma vez que foram adotadas técnicas de sedação e atendimentos clínicos no local “Foi montada uma estrutura de guerra para conseguirmos, capturar, prestar os primeiros atendimentos clínicos e depois trazer os animais até Campo Grande. Temos enfrentado adversidades não só por conta do fogo, mas por conta da necessidade de insumos e medicamentos veterinários, que nem sempre temos de pronto para prestarmos o atendimento” pontuou Paula Helena.

As ações de resgate técnico ainda contaram com contribuição do Instituto Homem Pantaneiro – IHP, que além de estabelecer parcerias de preservação e manejo sustentável com a população local ainda promove gestão das Reservas Particulares do Patrimônio Natural – RPPN, denominadas Engenheiro Eliezer Batista e Acurizal, sendo áreas de extrema relevância para servirem como refúgio à fauna silvestre. Ambas reservas foram devastadas pelo fogo.

Também participaram da ação acadêmicos do 10º semestre do curso de medicina veterinária da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), que tem colaborado voluntariamente nas ações de resgate e assistencialismos aos animais vítimas das queimadas em Mato Grosso do Sul.

O CRMV/MS tem papel fundamental na fiscalização e normatização do exercício profissional da medicina veterinária e zootecnia, para o Presidente do CRMV-MS, Rodrigo Piva “O papel das comissões técnicas do conselho, tanto a de Animais Silvestres (CEAS)  como a de Meio-Ambiente (CEMA) foram muito relevantes, pois atingiu a capilaridade esperada, trazendo ao conselho esta pauta que foi prontamente recepcionada e tomada as devidas providências que culminaram nos resgates de vários animais silvestres, dentre eles as duas onças que representam muito a fragilidade que o fogo e a estiagem causaram por serem animais do topo da cadeia alimentar.” Disse.

As ações de resgate técnico são atividades que envolvem alto grau de conhecimento e muita paciência, pois antes de capturar as onças os profissionais envolvidos observaram os animais durante toda a noite, buscando o melhor momento para a captura.

Após a captura vem o momento mais delicado, pois o animal está sedado e precisa ser medicado e monitorado, tanto para efetividade do tratamento quanto para a segurança da equipe e do próprio animal.

Nesse momento foi determinante a contribuição da Força Aérea Brasileira – FAB, por meio do Esquadrão Onça, na realização do transporte aéreo dos animais de Corumbá até Campo Grande/MS, onde foram transferidos para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres – CRAS, para receberem a continuidade do atendimento.

Infelizmente o fogo não parou, as ações precisam prosseguir. O CRMV-MS e a UCDB através da Missão Salesiana agradecem as doações registra que as ações continuam.