Delegado fala sobre dinâmica utilizada por criminosos em sequestro ocorrido neste fim de semana na Capital

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Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, através da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestro – Garras, concedeu Coletiva de Imprensa na manhã desta segunda-feira (20), onde deu detalhes sobre a ação de criminosos que resultou no sequestro de uma mulher de 50 anos, na noite de sábado (18), no Bairro Itanhangá Park, em Campo Grande.

Durante a Coletiva, o delegado adjunto da Especializada – João Paulo Sartori – falou sobre a dinâmica do crime e a prisão de um dos envolvidos.

Sartori explicou que os criminosos teriam visto a vítima em uma padaria e resolveram segui-la para roubá-la, porém teriam se assustado com a movimentação de um guarda na rua da casa da vítima e acabaram por praticar o sequestro.

Claudinei dos Santos de Oliveira, 29 anos, conhecido como Carcaça, foi preso na noite deste domingo (19), em um bar, no Bairro Universitário.

A polícia ainda procura um segundo envolvido – João Vitor Rodrigues da Silva, 20 anos – que teria ficado em posse do dinheiro pago para o resgate. O Fiat Uno e a arma utilizados na ação criminosa foram apreendidos.

O CRIME

Segundo o criminoso, após seguir as vítimas, quando as mesmas entraram na garagem de casa, eles anunciaram o assalto, as renderam e entraram na residência. Dentro da casa, o empresário de 61 anos, esposo da mulher, também foi rendido.

Em depoimento, Claudinei relatou que enquanto roubava as coisas de valor, João Victor fazia a segurança do lado de fora, momento em que o vigilante havia percebido a movimentação e os dois decidiram ir embora levando a vítima por acreditar que a polícia já havia sido acionada.

Ele saiu levando o Fiat Uno, enquanto João Vitor foi com a refém dirigindo o carro da família. Eles seguiram para o Bairro Pacaembu, na região da Guaicurus.

A vítima foi encontrada pelos policiais do Choque, por volta das 3h30, na Rua Darwin Dolabani, no Bairro Itamaracá. O carro dela foi encontrado no mesmo bairro, porém em outro endereço.

Além da equipe do Garras, a ação contou com a participação do Batalhão de Choque da Polícia Militar, Setor de Inteligência da Polícia Civil e investigadores do Grupo de Operações e Investigações da PCMS.